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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

SEM BRILHO NO OLHAR


REIS, Jonan de Castro
Eram verdes
Eles possuíam o verde das esmeraldas
Com seu brilho encantador
Nas noites de luar
Os poetas subiam a montanha
E se embriagavam naquela fonte de luz e magia
Mas os faróis há muito pararam de brilhar
Sobre o espelho de suas lentes
Uma manta de lodo se formou
E o brilho das pepitas desvaneceu
Acabou-se o brilho esmeraldino
Dissipou-se o encanto juvenil
Cessaram as poesias que evocam a Primavera
Das pérolas de seus olhos erigem agora
As lavas abrasadoras de um vulcão
Onde estão os olhos que tanta poesia se fez cantar?
Os olhos rastejantes possuem o brilho do cristal
Mas suas pérolas são perigosas e letais
Os olhos das musas selvagens
Têm o verde felino que suscita inspiração
Mas suas garras são guilhotinas nas mãos ágeis do algoz
Eu quisera fitar aqueles olhos verdes que atraem
Sem a maldição dos répteis rastejantes
Eu quisera o sorriso que convida
Sem a persuasão traiçoeira de Dalila
Ah! Bem que eu quisera ver aqueles olhos de encanto pueril!
Mas a montanha é alta por demais
E eu deveras sou humano, não tenho as virtudes de Sansão.

Reis, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (Goiânia: Kelps, 2009, 122 pp), e Marcas do Infortúnio (Goiânia: Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia de Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del Mundo – Entorno de Quirinópolis.

2 comentários:

  1. Querido,
    Obrigada pelo comentário lá no blog, vc conseguiu atingir o ápice da critica!
    Por isso sou tua fã!
    Sempre divulgo seu blog no meu face!
    Abraços!

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  2. Hummm! vindo de você é um grande incentivo! É o que se pode fazer em nome da boa literatura. Grande abraço, Lílian!

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