REIS,
Jonan de Castro
Eram
verdes
Eles
possuíam o verde das esmeraldas
Com
seu brilho encantador
Nas
noites de luar
Os
poetas subiam a montanha
E
se embriagavam naquela fonte de luz e magia
Mas
os faróis há muito pararam de brilhar
Sobre
o espelho de suas lentes
Uma
manta de lodo se formou
E
o brilho das pepitas desvaneceu
Acabou-se
o brilho esmeraldino
Dissipou-se
o encanto juvenil
Cessaram
as poesias que evocam a Primavera
Das
pérolas de seus olhos erigem agora
As
lavas abrasadoras de um vulcão
Onde
estão os olhos que tanta poesia se fez cantar?
Os
olhos rastejantes possuem o brilho do cristal
Mas
suas pérolas são perigosas e letais
Os
olhos das musas selvagens
Têm
o verde felino que suscita inspiração
Mas
suas garras são guilhotinas nas mãos ágeis do algoz
Eu
quisera fitar aqueles olhos verdes que atraem
Sem
a maldição dos répteis rastejantes
Eu
quisera o sorriso que convida
Sem
a persuasão traiçoeira de Dalila
Ah!
Bem que eu quisera ver aqueles olhos de encanto pueril!
Mas
a montanha é alta por demais
E
eu deveras sou humano, não tenho as virtudes de Sansão.
Reis,
Jonan de Castro.
Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (Goiânia:
Kelps, 2009, 122 pp), e Marcas do Infortúnio (Goiânia: Kelps, 2010, 334 pp).
Membro da Academia de Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do
Extremo Sudoeste de Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo,
Cônsul de Poetas del Mundo – Entorno de Quirinópolis.
Querido,
ResponderExcluirObrigada pelo comentário lá no blog, vc conseguiu atingir o ápice da critica!
Por isso sou tua fã!
Sempre divulgo seu blog no meu face!
Abraços!
Hummm! vindo de você é um grande incentivo! É o que se pode fazer em nome da boa literatura. Grande abraço, Lílian!
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