REIS, Jonan de Castro
Os olhos expressam toda a tensão do momento:
É chegada a hora de fazer o juramento
As lágrimas deslizam silenciosamente mornas
Dos olhos esmeraldinos
E caem sobre a cruz dos dedos juvenis
— Jura?
Com as bocas separadas apenas pela Cruz
As promessas eternas foram seladas
O abraço em xis possuía a pureza da luz
E o calor do fogo que afaga
E afoga toda a magia da falsidade
Os soluços são entrecortados
Pelos gemidos provocados pelas feridas
Abertas que ardem sem fissura e sem dor
Havia urgência naquele juramento:
— Sim, eu juro que vou te amar...
— Até que a morte nos separe?
— Sim
Os olhos foram fechados para o beijo
O peito aberto pela haste traiçoeira:
— Pssss! Descanse em paz!
Reis, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (Goiânia: Kelps, 2009, 122 pp), e Marcas do Infortúnio (Goiânia: Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia de Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del Mundo – Entorno de Quirinópolis.
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