(REIS, Jonan de Castro).
O canto que agora canto
Não é um canto sem encanto
Canto as riquezas da minha terra
Canto a cultura de Goiás.
Veja que o canto que agora canto
Cantou o rio, cantou o amor, cantou Vermelho
Colheu mandrágoras leitosas
Fez doce de abóbora, marmelada e licor de murici.
O canto que hoje canto
Não é um canto sem encanto
É um canto doce qual o mel da jati
Porque é fruto do cerrado de Goiás.
Nas águas doces do Rio Vermelho
Canto os caracóis molhados dos cabelos de Aninha
Ana que cantou o rio, a terra, o espaço sideral
Ana que cantou o tempo, a criatura e engrandeceu o Criador.
O cântico de Ana é um canto que engrandece
Há palavras de altíssimas altivezas: levanta o pobre do pó
E desde o esterco exalta o necessitado
Esse é o cântico de Ana; este, porém, é o canto de Cora.
Reis, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (Kelps, 2009, 122 pp), e Marcas do Infortúnio (Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia de Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del Mundo – Entorno de Quirinópolis.
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