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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O PEQUI

(REIS, Jonan de Castro).


Deixa estar, meu sertanejo de Goiás,
Chega pra cá. Não carece adulação
Esse fruto não se come com talheres
É gostoso quando se come com a mão.
Esse fruto é deveras saboroso
Das proteínas e vitaminas – é um forte dispenseiro:
Possui vitamina “A” de aromatizante e afrodisíaco
E o valor da vitamina “C” está no chão do cerrado brasileiro.
Seu ciclo de produção ocorre de novembro a fevereiro
Se for sensato tem pequi o ano inteiro. Mas atenção:
Faz pequi no arroz, no frango, no molho ou no peixe,
O pequi faz bonito no licor e até no macarrão.
Do pequi muito se aproveita. Eis aqui a notação:
Das amêndoas oleosas têm-se o sabonete hidratante
O chá de suas folhas tem propriedade medicinal
O óleo desse fruto possui efeito tonificante.
A madeira do pequi é de grande utilidade
Na obra de arte, no carro-de-boi ou na construção naval,
Sua madeira resistente faz obra de verdade
A tintura de sua casca na lã ou algodão não tem igual.
Como se vê: de saboroso a afrodisíaco
O fruto do pequizeiro é um complemento essencial
Mas não se engane quanto ao perigo de sua raiz:
Quando macerada torna-se uma bomba letal.

Reis, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (Kelps, 2009, 122 pp), e Marcas do Infortúnio (Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia de Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del Mundo – Entorno de Quirinópolis.

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