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sábado, 1 de outubro de 2011

UM SONHO DOURADO


REIS, Jonan de Castro

Dizer que a verdade dói
É acreditar que a mentira alivia a alma
Não se pode negar, nem tampouco afirmar
Mas o Poeta deveras pode sonhar dourado
Verdades ou mentiras eternas – dizia Pessoa:
O Poeta é um eterno fingidor
Finge tão descaradamente
Que até os cardos se transformam em flor
Mas, por que fingir se a dor passa num instante?
Um instante na vida que parece uma eternidade
De outra forma, a vida pode fugir num instante
Será isto um contraste ideológico ou uma fuga?
Afinal, fingir é um vício de dizer “Te Amo Muito”
Enquanto se vive um sonho dourado
Deveras um dia sonhei que voava dourado:
Voava de manhã: TAM
À tarde voava: TAM
Voava à noite, a semana, o mês inteiro: TAM
O sorriso arrebatador embriagava a alma
O rosto de pele dourada era um fascínio
Os olhos, sim, os olhos ostentavam o verde das folhas
Mas, enquanto tentava
Em vão
Entender aquele sonho
Acabei sofrendo um gol dourado
Sinceramente...
Eu nunca pensei que aquele sonho pudesse acabar assim...


Reis, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (kelps, 2009, 122 pp), e Marcas do Infortúnio (Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia de Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del Mundo – Entorno de Quirinópolis.

2 comentários:

  1. ELISÂNGELA FERNANDES DA CUNHA MARTINS1 de outubro de 2011 às 13:57

    kkkkkkkkkkkkkkk,sonho é assim mesmo...Inesperado!!!!
    Obrigada por me presentear com seus poemas...
    abraços carinhosos,Elisângela Martins.

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  2. É... você fica rindo porque nunca sonhou dourado, viu? Quando acontecer com você, será minha vez de sorrir. (rsrsrsr)Adoro jogar palavras ao vento! Grande abraço, Elisângela. Jonan

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