REIS,
Jonan de Castro
Dizer
que a verdade dói
É
acreditar que a mentira alivia a alma
Não
se pode negar, nem tampouco afirmar
Mas
o Poeta deveras pode sonhar dourado
Verdades
ou mentiras eternas – dizia Pessoa:
O
Poeta é um eterno fingidor
Finge
tão descaradamente
Que
até os cardos se transformam em flor
Mas,
por que fingir se a dor passa num instante?
Um
instante na vida que parece uma eternidade
De
outra forma, a vida pode fugir num instante
Será isto um
contraste ideológico ou uma fuga?
Afinal, fingir é um vício de dizer “Te Amo Muito”
Enquanto
se vive um sonho dourado
Deveras
um dia sonhei que voava dourado:
Voava
de manhã: TAM
À tarde
voava: TAM
Voava
à noite, a semana, o mês inteiro: TAM
O
sorriso arrebatador embriagava a alma
O
rosto de pele dourada era um fascínio
Os
olhos, sim, os olhos ostentavam o verde das folhas
Mas, enquanto
tentava
Em vão
Entender aquele sonho
Em vão
Entender aquele sonho
Acabei
sofrendo um gol dourado
Sinceramente...
Eu
nunca pensei que aquele sonho pudesse acabar assim...
Reis, Jonan de Castro.
Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (kelps,
2009, 122 pp), e Marcas do Infortúnio (Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia
de Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de
Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del
Mundo – Entorno de Quirinópolis.
kkkkkkkkkkkkkkk,sonho é assim mesmo...Inesperado!!!!
ResponderExcluirObrigada por me presentear com seus poemas...
abraços carinhosos,Elisângela Martins.
É... você fica rindo porque nunca sonhou dourado, viu? Quando acontecer com você, será minha vez de sorrir. (rsrsrsr)Adoro jogar palavras ao vento! Grande abraço, Elisângela. Jonan
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