REIS, Jonan de
Castro
Alguns acreditavam
que fosse um objeto voador
Outros defendiam
que fosse um disco magnético
A verdade é que
fluía uma corrente eletromagnética
Capaz de
eletrocutar uma multidão de idiotas
Aquele objeto
tinha o poder de atrair metais
Grandes ou
pequenos
Preciosos ou
banais
Todos eram
atraídos ao seu núcleo
Onde concentrava
toda sua capacidade magnética
Mas, como frutas
maduras caíram os grandes metais
E o disco perdeu
todo o seu brilho dourado
As faíscas que piscavam
constantemente
Foram encobertas
pela cinza dos ventos sobre as brasas
Pequenos metais
atrevidos teimavam em se manterem agarrados
Como jabuticabas
ao longo dos ramos sem viço
Houve várias
tentativas de realimentação
Quem sabe fossem
seguros pelas garras da fênix
Mas os valiosos
metais foram rejeitados
Como as folhas
secas pelo vento primaveril
Só havia um meio
O último recurso:
E a tecla de emergência foi ativada.
Formatação
concluída com sucesso.
Reis, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista.
Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (Goiânia: Kelps, 2009, 122 pp), e
Marcas do Infortúnio (Goiânia: Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia de
Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de
Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del
Mundo – Entorno de Quirinópolis.
Muito bom Jonan! Você desperta o interesse do leitor.
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