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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O DISCO


REIS, Jonan de Castro


Alguns acreditavam que fosse um objeto voador
Outros defendiam que fosse um disco magnético
A verdade é que fluía uma corrente eletromagnética
Capaz de eletrocutar uma multidão de idiotas
Aquele objeto tinha o poder de atrair metais
Grandes ou pequenos
Preciosos ou banais
Todos eram atraídos ao seu núcleo
Onde concentrava toda sua capacidade magnética
Mas, como frutas maduras caíram os grandes metais
E o disco perdeu todo o seu brilho dourado
As faíscas que piscavam constantemente
Foram encobertas pela cinza dos ventos sobre as brasas
Pequenos metais atrevidos teimavam em se manterem agarrados
Como jabuticabas ao longo dos ramos sem viço
Houve várias tentativas de realimentação
Quem sabe fossem seguros pelas garras da fênix
Mas os valiosos metais foram rejeitados
Como as folhas secas pelo vento primaveril
Só havia um meio
O último recurso:
E a tecla de emergência foi ativada.
Formatação concluída com sucesso.


Reis, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (Goiânia: Kelps, 2009, 122 pp), e Marcas do Infortúnio (Goiânia: Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia de Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del Mundo – Entorno de Quirinópolis.

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