A Coisa que hoje coiso
É uma coisa muito engraçada
Por ter muita facilidade
para coisar
Acabou coisando muitos
corações.
Quatro anos coisando
juntos
Coisava na sala de ensino
Coisava no teatro, coisava
na arena, ao ar livre
Mas, no pátio da escola a Coisa
era mais divertida.
Essa coisa tão simples e
sorridente
De um coração grandioso e
inteligente
Para alguns uma simples
coisa
Para muitos uma coisa, coisada
no coração com muito carinho.
Mas, essa coisa de Poeta
É uma coisa complicada
Coisar coisas com coisas
Coisar as coisas para
formar coisas
Ao final, cada coisa tem
que virar uma coisa.
Mas a coisa da qual coiso
Não é uma coisa que se
mede com qualquer coisa
É uma coisa que coisa forte
dentro da gente
Só sei de uma coisa:
Enquanto meu coração
continuar coisando
Sei que essa Coisa coisará
em meu âmago
E inundará de coisas boas
a minha lembrança
E fará maior ainda a minha
alma de Poeta.
REIS,
Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista. Autor de
Arremedo: Contos & Lorotas (2009); e Marcas do Infortúnio (2010) (romance).
Membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás – ALESG; membro da
Academia de Letras do Brasil – ALB; membro da Associação dos Poetas Del Mundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário