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sábado, 9 de junho de 2012

A GRANDEZA DAS MENTES HUMANAS


J. Castro

Alguns dizem que o Poeta é um louco
Outros dizem que é um eterno fingidor
Mas, pior do que ser louco ou fingido,
É a tarefa insana de ser poeta e fingir à própria dor
Um dia fui criança, hoje sou um sofredor
Já vi e ouvi coisas incríveis, de verdades indubitáveis
Mas nunca uma verdade tão bem defendida
Quanto à verdade a respeito da grandeza das mentes humanas.
Não sei se foi um grande poeta
Um nobre pensador ou um insano filósofo
A verdade é que uma grande verdade foi sentenciada
Salve-se quem puder:
Grandes mentes discutem ideias e ideais;
Mentes medianas discutem fatos sociais;
Mentes pequenas discutem pessoas.
Nem é necessário recorrer à sabedoria
Do rei Salomão para julgar esta sentença
Visto encontrar-se a um toque de mão
Três espadas desembainhadas para julgar esse desafio:
Comentar, Compartilhar e Curtir.
Abrem-se ambas as alas
Uma grande mulher traz diante dos olhos da plateia
O filho de suas entranhas – produto de seu ofício:
As palavras ditas sem pensar
Ferem mais que adaga dos samurais
Boquiabertos, os anelídeos anencéfalos
Sacam rapidamente a adaga: Curtir.

Reis, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (kelps, 2009, 122 pp), e Marcas do Infortúnio (Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia de Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del Mundo – Entorno de Quirinópolis.

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