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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A FOLHA


REIS, Jonan de Castro


Abro o livro de poemas à minha cabeceira
Não a encontro
Minha alma em espasmos se contorce
A folha... a folha...
Onde está aquela folha de brilho mortiço?
Eu não sei! – e nunca mais o saberei
O sorriso que muito encantava
Há muito se tornou uma máscara de gelo
Se falávamos sobre tudo
Hoje não se fala sobre nada
Desculpas? Perdão?
Por quê?
Por causa de uma folha?
As interrogações pululam em minha mente
Mas não encontro uma resposta
Olho em teus olhos
Apenas a lembrança
Sim – lembrança daquela folha
A folha que se secou...
Dentro do meu livro de poemas
Não sei onde esconderam aquela folha
A folha que se secou...
Dentro do meu livro de poemas



Reis, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (kelps, 2009, 122 pp), e Marcas do Infortúnio (Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia de Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del Mundo – Entorno de Quirinópolis.

5 comentários:

  1. Belo poema, Jonan!
    E não consigo seguir o seu blog, talvez você necessite ativar o "siga-me", pois dever ter outras pessoas interessadas.

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  2. Obrigado pelo elogio e pela visita, Isabel! Vindo de você, é sempre um grande elogio. Afinal, quem falou realmente entende de literatura. A propósito, você aparece como seguidora em meu blog, para minha satisfação. Por favor, poste mais comentários, adoro ouvir gente grande falar. Elas falam umas coisas tão interessantes!Grande abraço. JC

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  3. É gratificante saber que minha poesia está sendo lida nos EUA, Alemanha, Portugal, Rússia, Dinamarca, Reino Unido e em todo o Brasil! Gostaria de abraçar a todos os meus leitores e o faço por meio daquilo que escrevo com todo o meu carinho. Obrigado aos meus leitores pela honrosa visita! JC

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  4. Lindo!Aprendi a gostar de poemas lendo os seus. Bjs.Lisânia

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    1. Que Bom Lisânia! Então meus singelos poemas serviram para uma grande coisa! Já me sinto realizado. Se o texto consegue resgatar uma alma sedenta de cultura, acredito que já tenha cumprido o seu papel social. Grande beijo, maninha!

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