REIS, Jonan de
Castro
Abro o livro de
poemas à minha cabeceira
Não a encontro
Minha alma em
espasmos se contorce
A folha... a
folha...
Onde está aquela
folha de brilho mortiço?
Eu não sei! – e
nunca mais o saberei
O sorriso que
muito encantava
Há muito se
tornou uma máscara de gelo
Se falávamos
sobre tudo
Hoje não se fala
sobre nada
Desculpas?
Perdão?
Por quê?
Por causa de uma
folha?
As interrogações
pululam em minha mente
Mas não encontro
uma resposta
Olho em teus
olhos
Apenas a
lembrança
Sim – lembrança daquela
folha
A folha que se
secou...
Dentro do meu
livro de poemas
Não sei onde
esconderam aquela folha
A folha que se
secou...
Dentro do meu
livro de poemas
Reis, Jonan de Castro. Poeta, contista
e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (kelps, 2009, 122 pp), e
Marcas do Infortúnio (Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia de Letras do
Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás –
ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del Mundo –
Entorno de Quirinópolis.
Belo poema, Jonan!
ResponderExcluirE não consigo seguir o seu blog, talvez você necessite ativar o "siga-me", pois dever ter outras pessoas interessadas.
Obrigado pelo elogio e pela visita, Isabel! Vindo de você, é sempre um grande elogio. Afinal, quem falou realmente entende de literatura. A propósito, você aparece como seguidora em meu blog, para minha satisfação. Por favor, poste mais comentários, adoro ouvir gente grande falar. Elas falam umas coisas tão interessantes!Grande abraço. JC
ResponderExcluirÉ gratificante saber que minha poesia está sendo lida nos EUA, Alemanha, Portugal, Rússia, Dinamarca, Reino Unido e em todo o Brasil! Gostaria de abraçar a todos os meus leitores e o faço por meio daquilo que escrevo com todo o meu carinho. Obrigado aos meus leitores pela honrosa visita! JC
ResponderExcluirLindo!Aprendi a gostar de poemas lendo os seus. Bjs.Lisânia
ResponderExcluirQue Bom Lisânia! Então meus singelos poemas serviram para uma grande coisa! Já me sinto realizado. Se o texto consegue resgatar uma alma sedenta de cultura, acredito que já tenha cumprido o seu papel social. Grande beijo, maninha!
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