Duas...
Três...
Quatro
pedras
preciosas:
Um castelo.
Rubi — é o cintilar ambicioso dos olhos da águia;
Ouro — caviar deglutido pelos astros da política;
[Es] Meralda — lente dos olhos da meretriz;
Ametista — mortalha que encobre a sua nudez.
Quatro rajadas,
Quatro ventos,
Quatro pedras se desprendem;
Ei-lo com o telhado onde se assentam os pés:
Ambição — alicerce que fundamenta o poder;
Mentira — a semente que fecunda a falsa democracia;
Orgulho — a couraça que protege os soberbos;
Raiva — néctar que fomenta as serpentes aladas.
Monstros que planam ao sabor do vento
Ventos que assopram
Pedras que caem
Edifícios que se desmoronam.
Ruínas...
Restos do que foi
Castelo de um grande amor!
REIS, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (2009, 122 pp.) e Marcas do Infortúnio (2010, 322 pp.) (romance).
Nenhum comentário:
Postar um comentário