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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A SUBLIME RENDIÇÃO



REIS, Jonan de Castro

Os traços multicores do arco íris,
A aquarela pintada no céu infinito
Selam eternamente uma jura:
Harmonia entre Criador e criatura
Perfeito é o Criador
De igual medida a criatura
Os noivos estão trajados para a cerimônia:
Os vestidos brancos traduzem a pureza
Os vestidos negros denotam austeridade
A sinceridade do compromisso
Que ora se firmam mediante o selo do anel
Dos pescoços esguios em formato de coração
Sob o arco-símbolo do amor
Os noivos executam os passos da valsa nupcial
Nas pontas dos pés o balé une os corpos
Flechados pela seta do cupido
Que traspassam os olhos
Fere o peito e tinge de escarlate os chapéus
Que ornamentam o traje de gala:
É a valsa da sublime rendição.

A COISA



A Coisa que hoje coiso
É uma coisa muito engraçada
Por ter muita facilidade para coisar
Acabou coisando muitos corações.
Quatro anos coisando juntos
Coisava na sala de ensino
Coisava no teatro, coisava na arena, ao ar livre
Mas, no pátio da escola a Coisa era mais divertida.
Essa coisa tão simples e sorridente
De um coração grandioso e inteligente
Para alguns uma simples coisa
Para muitos uma coisa, coisada no coração com muito carinho.
Mas, essa coisa de Poeta
É uma coisa complicada
Coisar coisas com coisas
Coisar as coisas para formar coisas
Ao final, cada coisa tem que virar uma coisa.
Mas a coisa da qual coiso
Não é uma coisa que se mede com qualquer coisa
É uma coisa que coisa forte dentro da gente
Só sei de uma coisa:
Enquanto meu coração continuar coisando
Sei que essa Coisa coisará em meu âmago
E inundará de coisas boas a minha lembrança
E fará maior ainda a minha alma de Poeta.



REIS, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (2009); e Marcas do Infortúnio (2010) (romance). Membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás – ALESG; membro da Academia de Letras do Brasil – ALB; membro da Associação dos Poetas Del Mundo.