J. Castro
Alguns dizem que o Poeta
é um louco
Outros dizem que é um
eterno fingidor
Mas, pior do que ser
louco ou fingido,
É a tarefa insana de ser
poeta e fingir à própria dor
Um dia fui criança, hoje
sou um sofredor
Já vi e ouvi coisas
incríveis, de verdades indubitáveis
Mas nunca uma verdade tão
bem defendida
Quanto à verdade a
respeito da grandeza das mentes humanas.
Não sei se foi um grande
poeta
Um nobre pensador ou um insano
filósofo
A verdade é que uma
grande verdade foi sentenciada
Salve-se quem puder:
Grandes mentes discutem ideias e ideais;
Mentes medianas discutem fatos sociais;
Mentes pequenas discutem pessoas.
Nem é necessário recorrer
à sabedoria
Do rei Salomão para
julgar esta sentença
Visto encontrar-se a um
toque de mão
Três espadas desembainhadas
para julgar esse desafio:
Comentar, Compartilhar e Curtir.
Abrem-se ambas as alas
Uma grande mulher traz diante
dos olhos da plateia
O filho de suas entranhas
– produto de seu ofício:
As palavras ditas sem pensar
Ferem mais que adaga dos samurais
Boquiabertos, os anelídeos
anencéfalos
Sacam rapidamente a
adaga: Curtir.
Reis,
Jonan de Castro.
Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (kelps,
2009, 122 pp), e Marcas do Infortúnio (Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia
de Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de
Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del
Mundo – Entorno de Quirinópolis.
