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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

SEM VERGONHA

REIS, Jonan de Castro

O homem autêntico estampa na face
As marcas que o tornam anjo ou demônio
Há anjos corrompidos pelos vícios
Há demônios que têm lá suas virtudes
Anjos ou demônios – o que importa?
Todo homem tem seu brilho
Depende dos olhos de quem o vê.
Vergonha é um vício que afeta os seres insensíveis
Sua negação é uma virtude rara na humanidade
Todavia, eu quisera ser um anjo
E possuísse o vício da eternidade de SER sem vergonha.
Não almejo a virtude efêmera de TER vergonha.
Vergonha de perdoar
Vergonha de amar
Vergonha de errar
Vergonha de recomeçar
Vergonha de estender as mãos
Vergonha de sorrir
Vergonha de abraçar
Vergonha de beijar
Vergonha de dizer “TE AMO”
E ser feliz.



Reis, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (kelps, 2009, 122 pp), e Marcas do Infortúnio (Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia de Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del Mundo – Entorno de Quirinópolis.

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