Pesquisar este blog
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
A FILOSOFIA DO SEGREDO
REIS, Jonan de
Castro
A vida em
sociedade é um mar com seus mistérios
Mas a filosofia um
aprendizado de valor inestimável:
Mantenhas por
perto os teus amigos
Os teus inimigos sob
o calor do teu abraço
Envie aos teus
amigos um bocado de pão
Convide os inimigos
a cear contigo à tua mesa
E saibas ao menos
com que morte hás de morrer
Quando quiseres
guardar algum segredo
Não o reveles a
ninguém
Mas, se o fizer
não imponhas silêncio sobre o tema
Para que não desperte
a traição em quem confias
E não quebres,
com isto, o elo de amizade entre ambos
Lembre-se que o teu
amigo é também amigo de alguém
A ciranda não
para de girar
Quando te despires
a alguém voluntariamente
Não lhe peças
para vendar os olhos
Agora ele já conhece
o segredo que ocultas por sob o tecido
Se já fez alguma
loucura aos olhos de alguém
Não lhe peças
para apagar da memória o que viu
As imagens jamais
se apagam
Elas permanecem
vivas
Quais fotografias
reveladas em quatro cores
Só o tempo tem
permissão para deletar
Ai, meu Deus!
Calma! Não te
preocupes:
Teu segredo comigo
está seguro.
Reis, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista.
Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (Goiânia: Kelps, 2009, 122 pp), e
Marcas do Infortúnio (Goiânia: Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia de
Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de
Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del
Mundo – Entorno de Quirinópolis.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
O JURAMENTO
REIS, Jonan de Castro
Os olhos expressam toda a tensão do momento:
É chegada a hora de fazer o juramento
As lágrimas deslizam silenciosamente mornas
Dos olhos esmeraldinos
E caem sobre a cruz dos dedos juvenis
— Jura?
Com as bocas separadas apenas pela Cruz
As promessas eternas foram seladas
O abraço em xis possuía a pureza da luz
E o calor do fogo que afaga
E afoga toda a magia da falsidade
Os soluços são entrecortados
Pelos gemidos provocados pelas feridas
Abertas que ardem sem fissura e sem dor
Havia urgência naquele juramento:
— Sim, eu juro que vou te amar...
— Até que a morte nos separe?
— Sim
Os olhos foram fechados para o beijo
O peito aberto pela haste traiçoeira:
— Pssss! Descanse em paz!
Reis, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (Goiânia: Kelps, 2009, 122 pp), e Marcas do Infortúnio (Goiânia: Kelps, 2010, 334 pp). Membro da Academia de Letras do Brasil – ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás – ALESG, membro da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul de Poetas del Mundo – Entorno de Quirinópolis.
Assinar:
Comentários (Atom)