REIS, Jonan de Castro[1]
Estou pronto, sim
estou pronto.
Não se pode dizer
que não tentei
Quantas foram minhas
tentativas
Tantas mais as tuas
negativas
Se houve verdades
eternas
Sinceramente, não
sei!
Sei que foram
eternizadas pelo teu silêncio
O grito de perdão
que constantemente
Emerge das
profundezas da minha alma
Foi calado por uma
rolha incrustada em teus ouvidos
Os desabafos incandescentes
Jorram como magma
vulcânico
Pelos lábios que
destilavam puro mel
Em vão minha alma
chora
O orgulho
estampado em teus olhos
Traduz veementemente
a decisão da tua alma
Ao abrir a porta principal
Você se pôs de
lado
E nem sequer
ousou dizer
Apenas indicou
com o dedo a saída
Sim, claro que
chorei!
Mas agora estou
pronto.
[1] REIS, Jonan de
Castro. Poeta, contista e romancista. Membro da Academia de Letras do Brasil –
ALB, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás - ALESG, membro
da Associação de Poetas del Mundo, Cônsul Poetas del Mundo, Entorno de
Quirinópolis – GO.