(J. Castro) [1]
Esvai-se o dia como vapor,
A alma gêmea se aproxima como sombra.
Estremeço.
Para além-trevas, divaga o poeta:
Não sei voar...
Não aprendi a nadar...
Agora, quero velejar!
Um dia, fui um pensamento,
Não sei se nobre ou devasso.
Outro dia, um ato de paixão
Ou de violação?
Depois...
Um líquido viscoso,
Cuspido no útero de uma mulher:
Era eu...
Se sou filho legítimo,
Não sei.
Se príncipe ou anuro,
Só o tempo dirá.
Será que sou rico, ou miserável?
Isto importa?
Quem sabe?!...
Sei que há um caminho
E uma pedra.
Drummoniana.
Nos desvios, cardos, farpas e pedregais
Afinal, aonde quero chegar?
Sei que debalde não nasci,
Tenho uma missão na terra,
Vou partir.
Adeus!
(...).
Adeus!
(...).
Ninguém responde?
— Ande, despeça-me,
Antes que o Sol se ponha
E a Noite interrompa
O meu caminhar!
[1]REIS, Jonan de Castro. Poeta, contista e romancista. Membro da ALB — Academia de Letras do Brasil/GO, membro da Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás, membro da Associação Internacional de Poetas Del Mundo, Cônsul de Poetas Del Mundo, Entorno de Quirinópolis. Autor de Arremedo: Contos & Lorotas (Contos) e de Marcas do Infortúnio (Romance).
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